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JusBrasil - Política
25 de abril de 2014

ESP-MG capacita profissionais no Protocolo de Manchester

Publicado por Governo do Estado de Minas Gerais (extraído pelo JusBrasil) - 4 anos atrás

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A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) está capacitando, durante esta semana, cerca de 180 médicos e enfermeiros para utilização do Protocolo de Manchester em Urgência e Emergência. A iniciativa é uma parceria entre a ESP-MG e a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e tem o objetivo de capacitar os profissionais da Rede Assistencial de Saúde para a abordagem rápida e adequada junto aos usuários que procuram as unidades em situações de "urgência", além de problematizar os casos vivenciados durante o atendimento das urgências nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

A aplicabilidade do conhecimento proporcionado no curso no diaadia da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) é ressaltada pela enfermeira da UPA Norte de Belo Horizonte, Adriana Rezende. "O curso é bastante válido e, para nós que já trabalhamos com classificação de risco, traz mais implementações. Vemos que a população já aceita melhor a classificação e o atendimento apresenta muitos ganhos", enfatiza.

Segundo o coordenador do Samu em Minas Gerais e membro do grupo brasileiro de classificação de risco, Rasível Dos Reis, o número de cidadãos nas portas de entrada do urgência e emergência é um dos motivos da implantação do Protocolo."A classificação de risco prevê a prioridade clínica do paciente. É essencial que se classifique a prioridade clínica. Os pacientes não chegam em ordem de gravidade. A prioridade clínica é a única forma de fazer gestão clínica do paciente", explica.

O coordenador ressalta o caráter de gestão do Protocolo."É importante enfatizar que o Protocolo é gestão do risco, do tempo e do recurso. Com isso, promove-se a gestão clínica da unidade. É mais que classificação de risco. A linguagem é unificada entre atenção primária, UPA's e hospitais" , diz.

Para a enfermeira do Programa de Atenção Domiciliar (PAD) da UPA Norte, Merli Leli, a importância da capacitação consiste na relação entre demanda e oferta ". A demanda é muito maior que a oferta dentro da UPA. Com o Protocolo, conseguiremos trabalhar melhor dentro do fluxo de encaminhamento e agilizar a assistência trabalhando de forma uniforme. Dentro da UPA, fazemos triagem para os pacientes que podemos liberar para tratamento domiciliar", explica.

Atendimento

O objetivo do protocolo é estabelecer um tempo de espera pela atenção médica e não de estabelecer diagnóstico. O método consiste em identificar a queixa inicial, seguir o fluxograma de decisão e, por fim, estabelecer o tempo de espera, que varia de acordo com a gravidade.

O protocolo é uma metodologia de trabalho implementada em Manchester, Inglaterra, em 1997, com aplicação do curso em vários outros países como Portugal, Suécia, Holanda e Espanha. Já está implantado no Hospital João XXIII, da Rede Fhemig, em Belo Horizonte, e no Hospital Clemente Faria, em Montes Claros, no Norte de Minas.

A cor vermelha (Emergente) tem atendimento imediato; o laranja (muito urgente) prevê atendimento em dez minutos; o amarelo (urgente), 60 minutos; o verde (pouco urgente), 120 minutos e o azul (não urgente), 240 minutos.

A organização da rede possibilita encaminhar corretamente o paciente para o ponto de atenção certo, para a assistência mais eficaz e no menor tempo possível. Em Minas, o protocolo já foi implantado em hospitais nas cidades Belo Horizonte, Montes Claros, Taiobeiras (Norte de Minas), Brasília de Minas (Norte de Minas), Janaúba (Norte de Minas), dentre outros locais.

Título ESP-MG capacita profissionais no Protocolo de Manchester
Autor Secretaria de Estado de Governo Data 24/06/2009
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